Brasil: Contra a retirada de direitos e ataque aos sindicatos, luta!

26 April 2018 15:56

 

A classe trabalhadora brasileira está sendo atacada duramente pelos sindicatos patronais. A reforma trabalhista foi um verdadeiro golpe contra os trabalhadores ao retirar uma série de direitos historicamente conquistados. Mas para ser implementada, a reforma busca enfraquecer os sindicatos atacando os seus meios de sustentação financeira. A falta de obras e o grande número de pessoas procurando emprego contribui para fragilizar a classe trabalhadora.

Alguns maus empresários querem tirar proveito dessa situação para retirar direitos e diminuir salários. Ou seja, tirar do trabalhador ao invés de juntar-se a nós na luta pela retomada das obras paralisadas, a volta do crédito para a construção e a geração de empregos.Paulo Cesar Borba Peres, o Carioca, presidente do SINTRACONST-ES e membro da FETRACONMAG-ES, afiliados à ICM no Brasil, aponta a gravidade da situação: “Os patrões estão querendo eliminar a Convenção Coletiva que é negociada todo ano, para aplicar a nova lei que não garante direitos básicos como a representação sindical nem a jornada de trabalho descente que todo trabalhador merece”. A negativa de negociar a Convenção Coletiva e a iminência da retirada de direitos levou ao sindicato a declarar greve em todo o Estado: “eles querem aproveitar que a crise e o desemprego têm enfraquecido os trabalhadores, mas vamos lhes mostrar que nós, trabalhadores da construção, não vamos permitir a retirada de direitos. Vamos à greve se for necessário!” concluiu Peres.

Este intento de retirar diretos acontece também no Estado da Bahia onde o sindicato patronal quer negociar um acordo extremamente prejudicial para os trabalhadores. Por este motivo, o SINTEPAV BA, afiliado à ICM, começou uma greve por tempo indeterminado contra a proposta patronal. Irailson Warneaux, presidente do SINTEPAV BA, afirmou que “A patronal apresentou uma contraproposta diante das reivindicações dos trabalhadores que tem o objetivo de retirar diversos itens conquistados nas Convenções Coletivas de Trabalho anteriores. Essa pauta regressiva apresenta a falta de obrigatoriedade do pagamento da cesta básica; suspende o contrato de experiência de 30 dias, retira a obrigatoriedade do pagamento da PLR e até o debate das questões de segurança e saúde no trabalho, entre outros pontos. Vamos lutar contra esses retrocessos e demonstrar a força da classe trabalhadora."

TA Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM) se solidariza com todos os trabalhadores do Brasil contra este ataque aos direitos e as organizações dos trabalhadores e faz um chamado de solidariedade e apoio à comunidade internacional.

.